Efeito Fox
7 erros que fazem o seu Efeito Fox não ficar igual ao da foto
Você faz o Fox com capricho, a cliente pega o espelho e diz que amou, mas você conhece aquele olhar: não ficou como a foto que ela levou. Quase sempre o problema não é a sua mão. É um destes 7 erros de critério. Confira e corrija cada um.
1. Aumentar demais o final em vez de diminuir o meio
O maior erro de todos. Muita gente acha que Fox é jogar numeração grande no canto externo. Não é. O segredo é diminuir bastante as numerações no início e no meio do olho, mantendo um tamanho curto (7 ou 8) no ponto alto, e aumentar só do final da íris pra fora. É isso que dá o lifting sem deixar o olho pesado.
2. Levar a cauda além do ponto D
O ponto D é o ponto máximo até onde a numeração maior pode ir sem derrubar o olhar. Se você joga a cauda pra depois dele, o olho cai. Marque o ponto D antes de aplicar e concentre a numeração maior nele ou antes dele, nunca depois.
3. Usar marca de fio de curvatura deitada em olho linear ou descendente
As curvaturas não seguem padrão entre marcas. Marcas de curvatura mais deitada em cliente de olhar linear ou descendente entregam um Fox murcho, que parece que caiu. Pra esses olhos, use marcas de curvatura projetada pra cima.
4. Ignorar o top line
Quando as camadas do cílio natural têm distância entre si e você usa o mesmo tamanho em todas, o topo fica desalinhado. O top line (diminuir a numeração a cada camada, conforme a distância) é o que entrega o topo perfeito de régua. Mesmo mapa, mesma curvatura: sem top line, não fica igual à foto.
5. Acoplar na camada zero
Os fios que nascem isolados, sozinhos lá em cima, sem sequência ao lado, são a camada zero. Acoplar neles dá degrau no topo e ainda incomoda a cliente (aquele fio doloridinho). Pule a camada zero sempre.
6. Usar fita pra separar as camadas
A fita amassa e entorta o fio natural, mudando a curvatura dele. Resultado: umas camadas ficam retas, outras projetadas, e você ganha um degrau no topo mesmo com o top line certo. O topo perfeito vem do isolamento na pinça, não da fita.
7. Fazer transição de tamanho ou curvatura no ponto alto
A região da íris é o ponto alto do olho. Transição ali, de tamanho ou de curvatura, gera degrau bem no meio do trabalho. As transições acontecem sempre antes ou depois da íris, nunca em cima dela.
A diferença entre um Fox que a cliente tolera e um que ela ama e indica está no critério, não na sorte. Corrija esses 7 pontos e o seu trabalho passa a ficar igual (ou melhor) que o da foto, e o que é mais importante, dura e traz a cliente de volta.